domingo, 13 de abril de 2014

Poema ao vazio


Desejo-a
Mas ela não está pronta
Será que ela me quer, sequer?

Não a quero magoar
como posso evitar?
Calo-me e nada digo
quebro o meu coração
e o meu ser 
(só mais um pouco…)
Fico profundamente ferido, mas tu não
e sinto-me feliz por isso
(que estúpido que sou…)

Tão perto de mim e tão longe
disponível mas fora de mão

Eu sou silêncio e dor
hoje sangrou um pouco mais, 
amanhã talvez esteja melhor
Eu sou silêncio
o meu coração ecoa, sem resposta
Estarei surdo? E cego também?

Que fraco, miserável!
Gritas, para dentro, por ela.
Por fora estás bem, somente cansado e abatido,
por dentro és cicatriz e peito aberto

Tremes ao escrever isto
então deves saber o que queres
Ou é disso mesmo que tens medo?

Tens medo de vir a ter mais do que pedes?



Fiquem por perto para novos devaneios.
Um abraço.


Joaquim Oliveira, Abril de 2014

1 comentário:

  1. Gostei tanto! Tenho saudades de quando escrevia coisas desse género... :,) Vou ficar atenta, sim!

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